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Domingo, 6 de Novembro de 2011

O templo



A vida ensinou-me que sonhar é bom. A vida ensinou-me que sorrir é das coisas mais sublimes que podes sentir. A partilha. O desejo de ser feliz e de mesmo ter aquele tal sorriso quando não existe razão para o ter.

A vida mostrou-me sempre que devemos olhar à volta e poder sentir o poder e a força que temos sobre os outros e em nós próprios. Ensinou-me que para se ser feliz é preciso abraçar. Não magoar. Que para se ser mais completo é necessário olhar no olhos de alguém e dizer - eu estou aqui para ti. Sou teu!

A vida ensinou-me que os bons momentos devem ser vividos ao mais pequeno pormenor. Que a busca constante dos sorrisos e da certeza de que gostamos deve ser constantemente alimentada.

Eu faço assim. E até sou feliz sabes. Apesar de tudo… eu sou feliz à minha maneira. Aprendo com os erros mas fico sempre mais forte quando caio do empurrão que a vida ou os outros me dão.

A vida ensinou-me a guardar as coisas boas. As vulgares não interessam. E a cada dia que passar tentar encontrar aquela passagem por vezes desvanecida. E recordar as palavras.

Eu tenho um tesouro. A minha alma. O meu mundo. A minha maneira de ser que a uns agrada mas a outros não. Não me ralo com a condição. Afinal cabemos todos no mesmo mundo. Mas por vezes cedemos e é a própria vida que nos prega partidas.

Todos os momentos contigo estão aqui guardados… no meu coração que não é de ninguém e ao mesmo tempo tantos o conhecem. Mal, mas por cá passam.

E na minha bagagem. Na grande bagagem do meu mundo partilhado, vê aquilo que eu carrego. O que deixaste... coragem, medos, conquistas...

E no final

O dia em que tu me deixaste. O que não posso esquecer.
O momento mais triste de todos os momentos que já senti...

A vida ensino-me a ser sensível, dócil, a pensar com o coração mas ser sempre cauteloso.

Um dia, no meu percurso, ao passar pela porta da felicidade, eu encontrei-te, sorri-te e abracei-te no meu mundo. Levei-te um pouco pelo meu caminho não muito largo mas que até tinha espaço para nós os dois. Só é pena que eu me tenha esquecido que há outros caminhos melhores para ti e quando eu passei pela porta do mundo cá fora, eu olhei-te, sorri-te e disse-te adeus.

E a vida ensinou-me a seguir sozinho. A vida é dura de verdade. Conselheira mas dura. Tenho a certeza que foste bem-vindo aqui. Eu acolhi-te no meu templo com toda a minha paixão. É com dor que te vejo partir mas é também com conforto que sei que um dia te pude conhecer e partilhar contigo o que de bom eu tenho para dar. Pena que na verdade não tenha sido o suficiente.

Mas é a vida assim e eu vou continuar. Vou seguir. Com a grande bagagem dos meus sentimentos.

Eu vou… mas olha! Não te esqueças de viver os dias um a um. E se puderes ser mais feliz… sê! Não falhes mas também peço-te… não faças nada sem razão de ser, pensa em todos num só, pensa na vida e no que ela ensina, pensa profundamente no teu coração mas também no coração de quem te rodeia.

Pensa, quando estiveres angustiado, neste que um dia conheceste e abraçaste tão terno e docemente. Verás que me compreenderás como um dia eu soube compreender-te.

Não queiras ter nas mãos o mundo. Ele é grande demais. Basta teres o teu. Não queiras a perfeição. Ela mente-te. O resto? Vive! Apenas isso! Amanhã é outro dia.


Partindo, por fim
Márcio



Terça-feira, 28 de Junho de 2011

O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ



Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes…Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o…tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então… o professor pegou noutra caixa… uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime “Sim !”.

De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se…mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

- QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA!
As bolas de golf são as coisas Importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
- Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. O mesmo acontece com a vida’.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos, arranje tempo para ir ao médico, namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora, dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos. Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro…
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida. Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia…

Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:

- O café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo.

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

As mãos que trago




Foram montanhas, foram mares,
Foram os números, não sei
Por muitas coisas singulares
Não te encontrei, não te encontrei
E te esperava, te chamava
Entre os caminhos me perdi
Foi nuvem negra, maré brava
E era por ti, era por ti!


As mãos que trago, as mãos são estas
Elas sozinhas te dirão
Se vem de mortes ou de festas
Meu coração, meu coração
Tal como sou, não te convido
A ir esperar onde eu for
Tudo o que eu tenho é haver sofrido
Pelo meu sonho alto e perdido
E o encantamento arrependido
Do meu amor, do meu amor!

Texto de Cecilia Merelles e Alain Oulma 

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Estaria



Estaria perdido no labirinto dos dias, se não quisesse acordar do sonho.
 

Estaria rendido ao ideal e livre... como aprendiz de gaivota.

Estaria ao iniciar do meu voo a olhar a terra inteira; pudesse eu compreender o meu sonho. Entreter-me apenas com as palavras ditas. Escritas no passado de cada segundo.

Estaria louco por sentir mais o corpo, as mãos a agarrar o coração, os olhos em corrida desenfreada a esculpirem outros olhos.

Estaria sublime, imponentemente, sentado no cimo dos meus sentidos. Ao respirar gotas de paz sobre mim... como gotas de orvalho sobre o chão. Estaria, enfim, completo.

E estaria renovado, sim. Estaria.

Mas afinal não há sonho. Não há labirinto nem minhas letras são perfeitas.

E estaria enganado se assim fosse.

Estaria. Mas não estou.



Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Desmembrado




Perdi o coração
Seco... sem nada a dar.
Perdi do tempo a noção
Que pensei nunca acabar.
Perdi-me sem me encontrar.

Feri o meu sonho
Que em pó se desmembrou.
Deitei a sorte à vida
Num dia em que a alma chorou.
E o corpo para sempre mudou.

Juntei no mesmo corpo,
Cheio de liberdade,
O pouco que me resta ser.
Muita da minha saudade,
Nada que não mais vou ter.

Pedi à vida força
Para me poder levantar.
Não quero sentir-me acabar
Sem coração sem sangue
E uma alma que não ouça...

Perdi o coração
Que antes, sempre a sangrar,
Olhava de frente o amor.
Deixei a solidão entrar...
Teimei. E nunca mais amei.


Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Reconstrução




A vida...
Não a ganhamos prontinha e embrulhadinha com laços e fita como quem dá um presente.
A vida somos nós que a fazemos... que a construímos a cada dia, cada hora e cada segundo.
Perder a vontade de ser feliz é perder a vontade de progredir... o que é mau torna-se pior e quando nos damos conta... caímos no infortúnio e sem acreditar em mais nada.
A vida... é o melhor que nos aconteceu em certo dia.
Por isso vale a pena tentar vivê-la no maior desfrute e prazer.

 

Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Janela grande



...
E em todas as noites,
Quando deitar o meu corpo,
Dormirei na serenidade da noite.
Num sonho eterno
Entrarei em ti,
Abrirei a janela grande,
E buscarei à lua
Todos os momentos vividos.
Um por um…
Eu voltarei para lá viver.
...

Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

Manual de sobrevivência



Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser.

Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida!

As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


William Shakespeare

Sábado, 24 de Julho de 2010

Emoções





Percorrer os olhos
Da forma intensa que por vezes existe...
Poucas vezes
Mas existe.
Seguir os lábios que deslizam
Em pensamento... o corpo.
A alma que talvez desvairada
Quer parar para ser tocada
Por essas mãos desejadas.

Percorrer as palavras
Que te dizem que me queres.
Não mentem que eu sei...
As mesmas palavras
Que me dizem para eu falar...
E paremos nesse minuto,
Silêncio é nesse momento
O que nos pode abraçar
Por fim, tentar concluir em beijos.

Andemos pelas emoções!
Elas existem aqui
No caminho dos olhares,
Em cada frase sem sentido,
Em cada toque carimbado de desejo.
Falemos de evolução...
É que no lugar de cada um
Às vezes a razão não é tudo.
E melhor é ser maior. Ter paz. Um coração.