As mãos afastam-se
No vento passageiro
Que teima e queima
No final derradeiro.
As mãos acenam…
Desajeitadamente mostram
Que ou se enganam
Ou não sabem nada
Da ternura já passada.
As mãos vagueiam.
De novo as asas dum anjo
Que teima com o vento
No corte de beijo em beijo
E de cada momento lento
Dos abraços apertados.
Óh Anjo inocente
De mãos feitas de neve.
Olha que o vento queima!
Não é leve… é breve!
E não vás por aí agora
Que cais por terra sem asas.
Sem mãos para poder amar…
Sem mais amor para dar.
http://tudoestaconsumado.blogsource.com/?archive=200610
1 comentário:
Sem dúvida um lindo poema... muito bonito mesmo! :)
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