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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vários de mim


Ondeiam as ondas tão vãs
Pelo mar carente do corpo.
Planaltos de bocas sãs
Que se viajam nas silhuetas
Da tua secreta melodia.


Procuram-se beijos
No espaço da solidão que sou…
Que me resta por onde vou.
Procuram-se carinhos
Sem que sejas aqui e agora.



Faço lágrimas por encomenda.
Não preciso reunir tão só
Tantas de uma só vez.
Pequenas, grandes ou não,
Gota a gota vêm do coração.



São minhas. São tuas.
São das mais puras de mim.
São galhos carunchosos,
Cansaço percorrido sem alma,
Raios metade de duas luas.



Percorre-me sonho vadio
Pois eu sou de ninguém.
Percorre-me como se fosses rio.
Como se fosses, levianamente,
Vários de mim sem o ser.


3 comentários:

Ofeliazinha disse...

Passo para deixar uma beijoca.

Céliaaaaaaa disse...

tá lindooo
beijo

Sérgio disse...

o poema de abertura está lindo...divino...soberbo...tens muito talento. transparece imensa tristeza e solidão do poema, mas também um coração sensível e cheio de amor para dar! continua a ser quem és