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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

As mãos tapando os olhos


Chorei ao ouvir-te,
Fado da vida,
Da perda,
Da saudade,
Da dor,
E do desconsolo.

Chorei quando disseste não.
Não te quero!
Não te pertenço!
Não te amo!
Chorei com as mãos
Tapando os meus olhos.

Na rua da cidade
A chuva caía.
E eu chorei… por ti.
Com a alma ultrajada
E umas lágrimas velhas
Que restavam cá dentro.

Vulgar!
Será sempre quem é passageiro.
Não faz sorrir.
Não faz chorar.
Apenas se esquece
Com o tempo apressado.

As coisas de ti cá estão…
Ficaram para não me perder
No vulgar que há por aqui.
No meio da sentença
Deste fado e desta chuva.
E desta minha última lágri
ma.


1 comentário:

Beth disse...

Nossas lágrimas sempre serão tristes fados....
Haverá sempre um alguém que nos mereça...em algum lugar, qualquer lugar, acho que talvez esteja logo ali nos esperando fazer sorrir.

bjs