BLOGUE PROFISSIONAL

Textos líricos e poéticos, poesias, fotografia, comentários e opiniões, música e outras continuidades.

sábado, 31 de Março de 2007

Retrato...

Aqui estão gravadas algumas passagens...



quarta-feira, 28 de Março de 2007

Um Ano passou





Um ano passou depois da tua ida...

Guardo cada momento que vivi no dia 28 de Março do ano passado. Fico melancólico... Um pouco triste.

Mas eu não quero escrever muito. Não agora para que não me venham mais lágrimas.

Apenas dizer-te que também guardo todos os momentos bons que passámos juntos, ainda quando eu te sentia palpável. Esses sim, importam mais!

Onde quer que estejas...
Amo-te pai!!!

Teu filho

terça-feira, 27 de Março de 2007

Quando eu morrer...

Se eu morrer
Quero ser o teu limite.
Quero sentir a tua dor,
O teu choro profundo
A correr pelo mundo.
Se eu morrer
Espero sentir
O teu eterno sofrimento
Porque já não estou...
Nem sou a chama que te incendiou.
Se eu morrer
O meu desejo é provocar a revolta,
A tristeza vagueando à solta.
E estarei no cimo do mundo
Ao ver passar um rio de lágrimas.

Quando eu morrer...
Surgirei como um relógio no tempo.
E farei eternamente
Parte da terra inteira...
Como o sol no dia,
A lua na noite
E o mar na praia deserta.
Serei, por fim, o oxigénio
Da tua vida ainda incerta.


17 de Novembro de 2004

sexta-feira, 23 de Março de 2007

Folhinha ao vento



Folhinha ao vento
Em busca de mim;
Sol do céu imenso
Guia-me naquele olhar,
Naquele sorriso
Entre lábios de de silêncio.
Lua da noite clara,
Põe no mar do amor
Dois rostos, dois lábios,
Quatro braços a navegar
E dois corações a voar.

Folhinha ao vento és tu...
E eu, que te desencontro,
Já não consigo decifrar
O segredo da minha paixão.



28 de Julho de 2002

www.vulcoesverdes.blogspot.com/

sábado, 17 de Março de 2007

Não negues



Por fim entendo
Que o poema que escrevo
Não é por ti sentido.
Percebi que o ignoras
E que não o adoras

Como antes te adorei.

Aceito o sentimento
Que tendes em deformar
No meio da tua confusão.
Aceito a tua indiferença,
O teu medo, a tua carcaça
Feita de pedra que é cristal.

Só não aceito que negues
Que sou melhor no meu verso.
Que o que escrevo é meu
E de todos os que cá ficam.
Podes negar… por não entenderes.
Mas não o negues por já não me teres.



2 de Março de 2007

sexta-feira, 16 de Março de 2007

Eterna Companheira



Fugi ao acaso pelas ruas desconhecidas da vida. Aquela que queria conhecer mesmo sabendo que corria o risco de sofrer. Fugi aos medos. Ou melhor… deixei-os para trás. Se olhar já não os vejo. Viajo sozinho e é melhor assim.

Larguei a âncora em minha defesa. O meu navio navegará o resto dos dias sem passado pesado de angústia. Sem âncora. Sem leme. Sem bússola.

Peguei na memória em lista de espera. Já estava cansado de esperar. E lá ficaram aquelas outras raízes ao frio e á deriva.

Fechei de penas as minhas escolhas predefinidas. Escolhas tortas e enjeitadas. Fechei de penas para não magoar mais as feridas quase fechadas.

Juntei as lágrimas. Reti nos olhos a reserva ainda por sentir. Eu preciso dela. Sempre precisarei. Chorar faz de mim um sobrevivente soberbo perante uma multidão que veste capa de estranheza e indefinição. E quanto mais usar as minhas lágrimas mais eu deixarei para trás quem não me é útil. E serei cada vez mais feliz.

Prendi ao meu futuro uma linha de cor transparente. Ninguém a vê. Só se sente. Quem a sentir estará comigo no meu caminho. Fartei-me de ouvir dizer gosto de ti só porque o meu corpo era palpável como um cacho de uvas brancas. Maduras demais. Eu não quis ser tocado mas sim sentido. Amado…

Levei até ao meu cais cinzento um monte de coisas velhas e bolorentas. Um dia conheci um peixe que comia tudo o que era mau. Chamei-lhe o peixe reciclador. E ele engoliu de uma vez só os sons, as imagens, os dramas, as marcas de sofrimento e o meu triste mundo vadio. E o meu peixe reciclador desceu ao fundo do mar e voltou para me dizer que era o peixe mais feliz do oceano inteiro.

O mar. Sempre será o mar o meu melhor silenciamento. Contigo eu vou, contigo eu venho. Sobre ti navego sem pisar a tua cristalinidade. Azul ou cinzento, verde ou branco, sempre te farei meu irmão. Aquele que nunca tive e que um dia chorei por não poder ter.

São ilhas a minha cabeça, pedaços da tua alma o meu espírito. Alma a minha terra bêbeda de pureza e paz. Pássaros soltos ao som da fria chuva e das montanhas misteriosamente inalcançáveis.

E tudo é um dia de cada vez. Onde vivo demais e anseio sempre mais. De mãos dadas a ti eu jamais pecarei por me penalizar. A ti eu sei que posso confiar os meus destinos traçados. Contigo eu posso partilhar o meu mundo. Só tu me ouves e não me queixo por isso. Só tu me acaricias e não me lamento por isso.

E à noite, quando me deito a teu lado, quando coloco a cabeça no travesseiro, sei que posso fechar os olhos e adormecer tranquilamente com a tua mão a tocar o meu rosto e a minha alma. E sentirei as tuas mãos para sempre junto de mim e dos meus sonhos.

Mesmo que sejas tu, Solidão, essa minha eterna companheira, eu ser-te-ei sempre solidário. O meu renovado coração aprendeu contigo a voar… neste meu novo paraíso que eu trago no olhar e também no meu sorriso.

17 de Outubro de 2006

http://oblogdorapaz.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_02.html


segunda-feira, 12 de Março de 2007

Ao meu pai


Hoje, dia 12 de Março, meu pai faria 55 anos.
Deixaste-me à quase um ano mas... onde quer que estejas, eu celebrarei para sempre este dia com toda a força, amor e carinho que sempre representou para mim.
Adoro-te Pai.


Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


Intérprete: Mariza
Composição: Jorge Fernando
Album "Fado em Mim""


www.tradmusic.com/artistinfo.asp?artistID=683
sol.sapo.pt/blogs/opinioes/default.aspx

domingo, 11 de Março de 2007

Viver sem ti



Quanto mais faço para te alcançar,
Mais eu sinto que te vou perder.
E quanto mais corro à tua procura,
Vejo afinal, que não te posso ter.
E mais eu percebo que te amo mais ainda.
E mais eu me levo pela tua beleza.
Quanto mais faço para te sentir,
Mais eu me escondo na minha tristeza.
Porque a ideia de te amar aqui
Ou onde quer que possa ser,
É mais forte do que eu.
Porque minhas lágrimas vão sempre correr
Como corro atrás de ti.
Porque estas lágrimas continuarão a chorar
Por tudo aquilo que não me dás;
Por tudo o que não te posso dizer.
E a pensar que a vida era simples…
Eu encontrei-te. Vi que não era.
E é assim que vivo sem ti.


17 de Novembro de 1999

http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2005/04/bom_fim_de_sema_2.html

sábado, 10 de Março de 2007

Anjo Inocente


As mãos afastam-se
No vento passageiro
Que teima e queima
No final derradeiro.
As mãos acenam…
Desajeitadamente mostram
Que ou se enganam
Ou não sabem nada
Da ternura já passada.
As mãos vagueiam.
De novo as asas dum anjo
Que teima com o vento
No corte de beijo em beijo
E de cada momento lento
Dos abraços apertados.

Mas cuida e sente,
Óh Anjo inocente
De mãos feitas de neve.
Olha que o vento queima!
Não é leve… é breve!
E não vás por aí agora
Que cais por terra sem asas.
Sem mãos para poder amar…
Sem mais amor para dar.

9 de Março de 2007



http://tudoestaconsumado.blogsource.com/?archive=200610