BLOGUE PROFISSIONAL
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Desde a primeira vez que vi o teu rosto
Senti que o sol surgia dos teus olhos.
E que a lua e as estrelas eram presentes
Que ao escuro e ao vazio do céu davas
Desde o dia em que eu beijei a tua boca,
Senti a terra envolta sobre as minhas mãos.
Como se fosse o palpitar de um pássaro assustado
Dentro do meu mundo renovado.
Na primeira vez fui eu e tu e mais ninguém.
E o teu coração fechado no meu.
Como sempre. Como no dia em que vi o teu rosto.
Rascunho de beijos
Esmagados contra o mar.
Desfaço em papel
Os corpos que souberam amar.
As caricias e os desejos.
Desenhos na terra,
Silhueta do meu mundo.
Este que percorres correndo
Apressado e sem mim.
Perdido na tua guerra.
Fogueira de poeira.
Luzeiro que nos silencia...
Que nos cala por inteiro,
Que em nós deixa o longe
O passado e não o hoje.
A noite serpenteou os nossos corpos,
Deixou tatuada a lua cheia...
A essência dos astros.
Silêncio espreitando pla janela.
A noite encolheu o medo outra vez
E mostrou o quanto pode ser fiel.
Auge da loucura entre os beijos.
Sentimento que voa e com o vento vai.
E a noite deitada aos nossos pés
Segreda às mãos ao gesto e toca-nos.
Abraços... olhos que se falam
Sem que as palavras digam a verdade.
É um pouco de sentimento
Que rebentou...aqui, no meu peito.
É uma trégua ao racional,
Uma porta aberta ao céu...
Ao que existe e não sabemos
Porque há ainda o medo.
É um pouco de sonho
Que segue aqui... neste caminho.
De novo amante intemporal
No instante que renasceu
E nos dá o que não temos...
Sangue ao nosso segredo.
É um pouco do mundo teu...
Que eu ganhei e agora é meu.