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sábado, 27 de junho de 2009

Transparente


Ás vezes penso que os meus dias poderiam ser diferentes ao teu lado.

Ás vezes sigo … outras fico. Outras, indeciso, pego nos cacos do que desfizeste e tento colar, um por um, até refazer-me na minha estrada. No meu trilho.

Não tenho medo de escrever. Eu sinto. Eu vivo. Tu não. Essa é a nossa eterna diferença. E tenho pena. Acho que poderias tentar compreender o que faço. O que grito. O que escrevo. O que penso. O que procuro no fundo das coisas. As coisas que tu, incapacitadamente, não consegues alcançar. E tenho pena sim…

A noite desceu.

Abre a janela… espreita pela escuridão. Vês-me? Não! Fugi na imensidão.

Aqui o meu tempo abriu-se e agora eu sou livre. De ti.

Sai no dia e abre a olhar. Vê! Eu sou o sol. Mas não sou só teu.

Nem tudo o que pareço sou.

Sou mais ser que parecer.

Sou transparente.


1 comentário:

Voz do vento... disse...

Embora ninguém possa voltar atrás, apagar uma história, um passado, um acontecimento e reescrever um novo fim. Mas é nos dado o livre arbítrio de começar AGORA e fazer um novo fim. Citação de Chico Xavier

Voz do vento