
Sofro sozinho
Esta dor sufocada...
Esta angústia mal fadada.
Sofro chorando
Este sonho inacabado.
Pego na vida...
Na minha mal usada.
E sigo indiferente
Na estrada sem sentido...
Dou-me por mim derrotado.
Sofro devagar
Com lágrimas sujas
De sangue que imundo
Lentamente me prende.
E de mágoa me inundo.
Pergunto - Porque?
Não tinha já tudo?
Porquê o meu mundo
Quando eu era tão livre?
Respondo - Falhado!
Sofro para sempre...
As mãos sobre o meu rosto,
Os pés pousados em medo.
Sofro como ninguém
E morro por dentro também.
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