O medo. A ânsia de me escrever e descrever. O motivo bêbado de insegurança. Por não saber construir. Por não saber formar palavras.
As letras pararam ao meu redor, num dia que se vestiu de solidão. E nesse dia, nesse momento de dor incrustada, o meu coração fechou-se a tudo. Silenciou-me a boca, os braços, a voz e as mãos. O corpo.
Passaram os dias, as horas, minutos e segundos. O mundo girou e não parou. Não se deixou ficar. Não se fechou em mim e às voltas andou por aí. O mundo que é sempre um engano aos olhos de quem pensa ter tudo. Um mundo injusto para os que apaixonados se enganam e justo para quem teima em amar.
Às vezes a cidade brilha. Pouco. Mas brilha. E é nessa cidade que vivo, cheia de gente estranha e alguns que sorriem a medo. Às vezes a cidade grita. E eu vou vivendo nesse grito, no centro desse brilho pouco, enfeitado de gente cinzenta. Mas às vezes a cidade é linda. E é por ser às vezes que se torna apaixonadamente vivida.
Noutra hora, num outro lugar, numa outra esfera, um dia pequei por sentir incompreensão. Escolhi o meu destino sem que ninguém mo tivesse imposto. E nesse dia ao pecar... apaguei a boca, os braços, a voz. O corpo. E foi pecando que no meio da cidade pecadora fui dando passos de luta em luta. Fui-me tentando em fuga do mal e cruzando aos poucos as teias desalinhadas do meu verdadeiro EU.
E hoje sei que me reencontro. Pelo tempo percorrido debruçado na janela do medo, eu vi passar a vida como um ninho de vida por vir. Eu vi fechar-se em mim os sonhos um dia sonhados. E vi por fim um desfile de coisas passadas, de cabeça baixa, de medos esquecidos e derrotas frustradas. Pelo tempo percorrido lançado na porta de um mundo escondido, peguei no meu corpo e servi de bandeja ao sol, ao mar, aos sorrisos, às mãos daqueles que me amam. Ao mundo feito de descobertas, de sonhos ainda fechados. Peguei no meu coração e pintei-o de novo de paz. De compaixão.
O medo. A ânsia de me escrever e descrever. Hoje eu sei que não fui feito para desvanecer. E eu sei que voltei.
Voltei para não mais pecar nas palavras ditas e não ditas.
Voltei para mudar... sem medo de me enganar.
Voltei para viver... sem medo de me aceitar.
As letras pararam ao meu redor, num dia que se vestiu de solidão. E nesse dia, nesse momento de dor incrustada, o meu coração fechou-se a tudo. Silenciou-me a boca, os braços, a voz e as mãos. O corpo.
Passaram os dias, as horas, minutos e segundos. O mundo girou e não parou. Não se deixou ficar. Não se fechou em mim e às voltas andou por aí. O mundo que é sempre um engano aos olhos de quem pensa ter tudo. Um mundo injusto para os que apaixonados se enganam e justo para quem teima em amar.
Às vezes a cidade brilha. Pouco. Mas brilha. E é nessa cidade que vivo, cheia de gente estranha e alguns que sorriem a medo. Às vezes a cidade grita. E eu vou vivendo nesse grito, no centro desse brilho pouco, enfeitado de gente cinzenta. Mas às vezes a cidade é linda. E é por ser às vezes que se torna apaixonadamente vivida.
Noutra hora, num outro lugar, numa outra esfera, um dia pequei por sentir incompreensão. Escolhi o meu destino sem que ninguém mo tivesse imposto. E nesse dia ao pecar... apaguei a boca, os braços, a voz. O corpo. E foi pecando que no meio da cidade pecadora fui dando passos de luta em luta. Fui-me tentando em fuga do mal e cruzando aos poucos as teias desalinhadas do meu verdadeiro EU.
E hoje sei que me reencontro. Pelo tempo percorrido debruçado na janela do medo, eu vi passar a vida como um ninho de vida por vir. Eu vi fechar-se em mim os sonhos um dia sonhados. E vi por fim um desfile de coisas passadas, de cabeça baixa, de medos esquecidos e derrotas frustradas. Pelo tempo percorrido lançado na porta de um mundo escondido, peguei no meu corpo e servi de bandeja ao sol, ao mar, aos sorrisos, às mãos daqueles que me amam. Ao mundo feito de descobertas, de sonhos ainda fechados. Peguei no meu coração e pintei-o de novo de paz. De compaixão.
O medo. A ânsia de me escrever e descrever. Hoje eu sei que não fui feito para desvanecer. E eu sei que voltei.
Voltei para não mais pecar nas palavras ditas e não ditas.
Voltei para mudar... sem medo de me enganar.
Voltei para viver... sem medo de me aceitar.