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sexta-feira, 20 de abril de 2007

O teus olhos



Os teus olhos...
São o sol da minha noite,
A lua do meu dia.
São o mapa da vida
Que me foi destinada;
Encontrar-te, sorrir-te,
Perder-te, tentar esquecer-te.
Resignar-me na solidão.

Ah, os teus olhos...

Dizem-me que sou estranho,
Que não me dou... a quem!?
Dizem-me que sou fraco,
Que não mereço ninguém.
E eu, alinhado na ilusão,
Ouço as vozes, calo as bocas,
Pego na mão do meu coração
E procuro no mapa da vida

O amor! A paz dos teus olhos.

28 de Agosto de 2002
Foto de João Lobo

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Fogo em que ardo


Uma lágrima caiu
Das fontes nunca secas

Das minhas diversas almas.

Uma lágrima,
Duas lágrimas
E tantas outras que eu sempre guardo.

Uma lágrima saiu
Das pálpebras roucas.
Das minhas mãos em chamas.

Três lágrimas,
Quatro lágrimas
E outras, que velhas, são meu fardo.

Uma lágrima surgiu.
Desceu ao chão que tocas
E ao coração que tu queimas.

Cinco lágrimas,
Seis lágrimas…
Venham! Apaguem o fogo em que ardo.


http://mundoondeexisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_09.html

terça-feira, 10 de abril de 2007

Sorriso...


É no sorriso que eu te tenho...

É nele que eu te consigo cativar nos dias ainda por vir... e que podem não ser tão bons.
É com ele que eu vivo o meu dia-a-dia sem mostrar que posso estar triste.

APROVEITA O MEU SORRISO! INFELIZMENTE ELE É MORTAL... APESAR DE SER INFINITO DENTRO DA TUA VIDA...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Mais uma semana...


Mais dias pela frente a enfrentar a vida...

Quem me dera ter-te aqui ao pé de mim. De mãos dadas ao que ainda não tenho na perfeição...

Quem me dera poder tocar-te na tua plenitude...

E falo de ti porque sinceramente me fazes falta!

Tu... Emergente FELICIDADE.

domingo, 1 de abril de 2007

Infecção de calma


A lua está muito redonda...
A lua está demasiadamente redonda!
Está cheia por detrás dos fios da ponte sobre o rio. O frio corta e vai entrando por entre a roupa. Como se quisesse ir ao nosso encontro. Ao da alma ás vezes lunática ou então fatigada.

Infecção de calma...

Assim poderei chamar ao que cá dentro ás vezes não se esconde. Não quero ser lunático ao ponto de me redescobrir no lugar que um dia ocupei. Não preciso disso. Mas ás vezes... a apatia... a calma em demasia... cria-nos uma infecção no corpo da alma. Em sentimentos por existir. Em condições que nos afastam ou nos aproximam.

Linear e delicado. Assim sou. Mas porquê? Deveria ser lunático como a lua cheia está assim no céu. Deveria ser perverso e atrevido como o vento que me tenta redescobrir no tal lugar... Mas não! Estou assim.

Não apático...
Não infeliz com a alma...
Mas sim com uma bela e positiva infecção de calma!
Afinal estas são "coisas válidas" do nosso dia-a-dia.


http://fragmentos-d-mim.blogspot.com/2006/11/foi-em-setembro-que-te-conheci-trazias.html

quarta-feira, 28 de março de 2007

Um Ano passou





Um ano passou depois da tua ida...

Guardo cada momento que vivi no dia 28 de Março do ano passado. Fico melancólico... Um pouco triste.

Mas eu não quero escrever muito. Não agora para que não me venham mais lágrimas.

Apenas dizer-te que também guardo todos os momentos bons que passámos juntos, ainda quando eu te sentia palpável. Esses sim, importam mais!

Onde quer que estejas...
Amo-te pai!!!

Teu filho

terça-feira, 27 de março de 2007

Quando eu morrer...

Se eu morrer
Quero ser o teu limite.
Quero sentir a tua dor,
O teu choro profundo
A correr pelo mundo.
Se eu morrer
Espero sentir
O teu eterno sofrimento
Porque já não estou...
Nem sou a chama que te incendiou.
Se eu morrer
O meu desejo é provocar a revolta,
A tristeza vagueando à solta.
E estarei no cimo do mundo
Ao ver passar um rio de lágrimas.

Quando eu morrer...
Surgirei como um relógio no tempo.
E farei eternamente
Parte da terra inteira...
Como o sol no dia,
A lua na noite
E o mar na praia deserta.
Serei, por fim, o oxigénio
Da tua vida ainda incerta.


17 de Novembro de 2004