
Ás vezes penso que os meus dias poderiam ser diferentes ao teu lado.
Ás vezes sigo … outras fico. Outras, indeciso, pego nos cacos do que desfizeste e tento colar, um por um, até refazer-me na minha estrada. No meu trilho.
Não tenho medo de escrever. Eu sinto. Eu vivo. Tu não. Essa é a nossa eterna diferença. E tenho pena. Acho que poderias tentar compreender o que faço. O que grito. O que escrevo. O que penso. O que procuro no fundo das coisas. As coisas que tu, incapacitadamente, não consegues alcançar. E tenho pena sim…
A noite desceu.
Abre a janela… espreita pela escuridão. Vês-me? Não! Fugi na imensidão.
Aqui o meu tempo abriu-se e agora eu sou livre. De ti.
Sai no dia e abre o olhar. Vê! Eu sou o sol. Mas não sou só teu.
Nem tudo o que pareço sou.
Sou mais ser que parecer.
Sou transparente.