BLOGUE PROFISSIONAL

Textos líricos e poéticos, poesias, fotografia, comentários e opiniões, música e outras continuidades. (Redigido sob a lei do Acordo Ortográfico)

Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos

Todos os textos poéticos e líricos, pensamentos e frases, presentes neste blogue, estão registados e protegidos pelo DIREITO DE AUTOR. Não utilizar os mesmos sem identificar antes o seu o autor.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vários de mim


Ondeiam as ondas tão vãs
Pelo mar carente do corpo.
Planaltos de bocas sãs
Que se viajam nas silhuetas
Da tua secreta melodia.


Procuram-se beijos
No espaço da solidão que sou…
Que me resta por onde vou.
Procuram-se carinhos
Sem que sejas aqui e agora.



Faço lágrimas por encomenda.
Não preciso reunir tão só
Tantas de uma só vez.
Pequenas, grandes ou não,
Gota a gota vêm do coração.



São minhas. São tuas.
São das mais puras de mim.
São galhos carunchosos,
Cansaço percorrido sem alma,
Raios metade de duas luas.



Percorre-me sonho vadio
Pois eu sou de ninguém.
Percorre-me como se fosses rio.
Como se fosses, levianamente,
Vários de mim sem o ser.


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"Anjo Caído" - Asas a renovar


Asas que voam.
Ao fundo… além do mar.
Do horizonte perpetuado.

Asas feitas de papel
Que esmago ao ver passar
A sombra do meu tesouro.

Ao longe… a navegar.
Como quem perde na alma
O sentido de asas a renovar.

Asas que caem
Como no “Anjo Caído”
Do que foi dito e ainda existe.

E as minhas… nas tuas…
Que juntas dariam à alma
De novo a unidade.

De novo o tesouro renovado.
O sorriso modificado.
O segredo já recalcado.



domingo, 9 de setembro de 2007

Pôe-te no teu lugar




Põe o sorriso
Na cara tapada pelos outros.
Cola-te ao céu por inteiro
E cheira a maré da tua praia
Que está escondida.


Põe o sorriso
Mas sem destapar o segredo…
Que é teu!
Coloca-te estendido ao largo…
No percurso da avenida.


Põe o teu sorriso
E mostra à terra inteira
Que tens um mundo que é imenso.
Que é esse e que é maior.
Que salta por descobrir.


Põe no teu sorriso
O estoirar das ondas
Contra o farol das coisas boas.
Apanha-te ao descer da rua
E beija-te… na tua alma maior.


Abre a mão estendida em prosa
E sorri no teu lugar!
Ele é teu
E dos que te apanham na enseada.
Nos quantos que to dizem…


Põe no teu sorriso
Apenas o que tu és
Na fresca brisa da ventania!
Na já distorcida melancolia
Que é esquecida sem perdão.


E sorri!

sábado, 8 de setembro de 2007

O teu amanhecer pela tarde




Eu quero mergulhar no teu Verão.
Percorrer os meus finos dedos
Pelo teu amanhecer pela tarde.
Eu quero mergulhar-te.

Na tua água saída de mundos
Que se envolvem em fantasias
Que não existem.
Que me visitam mas só a mim…

Por ti. Pelas tuas paisagens
Desenhadas em pedra e cal.
Pelos rumos raiados
Estremecendo de êxtase.

Eu quero explodir em sangue
Por todos os cantos sibilantes
Do mar que te segue.
Do profundo mar que te segue.

E faz de mim o teu chão
Meu anjo ousado e desajeitado.
Que eu quero segurar-te
Hoje e aqui!

Por fim quero amar-te
Ansiando-te só assim.
E amar-te!
Amar-te!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Templo



É no meu templo
Que eu me faço.
Que te desfaço
Entre as minhas mãos.
Entre os meus dedos
Finos e grossos
Como eu pintado
Entre os teus esboços.
O templo.
O meu que é de nós
Mas só de vez em quando.
Mar profundo.
Grito do mundo.
Gemido sem voz
Do nosso prazer…
A verter. Ao anoitecer.

E é no meu templo
Que eu me faço.
Que te desfaço
De uma vez só.
Sem pena e sem dó.

sábado, 7 de julho de 2007

sábado, 23 de junho de 2007

Ilha de São Jorge, Açores

Na distância eu lembro-te. A tua simples forma de ser.
Dorme no Oceano que eu aqui te mostro, minha Ilha de Sentimentos.