
Chorei ao ouvir-te,
Fado da vida,
Da perda,
Da saudade,
Da dor,
E do desconsolo.
Chorei quando disseste não.
Não te quero!
Não te pertenço!
Não te amo!
Chorei com as mãos
Tapando os meus olhos.
Na rua da cidade
A chuva caía.
E eu chorei… por ti.
Com a alma ultrajada
E umas lágrimas velhas
Que restavam cá dentro.
Vulgar!
Será sempre quem é passageiro.
Não faz sorrir.
Não faz chorar.
Apenas se esquece
Com o tempo apressado.
As coisas de ti cá estão…
Ficaram para não me perder
No vulgar que há por aqui.
No meio da sentença
Deste fado e desta chuva.
E desta minha última lágrima.




