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sábado, 15 de dezembro de 2007

It's In The Rain




Every time
The rain comes down,
Close my eyes and listen.
I can hear the lonesome sound
Of the sky as it cries.

Listen to the rain
Here it comes again
Hear it in the rain

Feel the touch
Of tears that fall
...They won't fall forever
In the way the day will flow
All things come,
All things go.

Listen to the rain
...The rain...
Here it comes again...
...Again...
Hear it in the rain
...The rain...

Late at night
I drift away -
I can hear you calling,
And my name
Is in the rain,
Leaves on trees whispering,
Deep blue sea's mysteries.

Even when
This moment ends,
Can't let go this feeling.
Everything
Will come again
In the sound,
Falling down,
Of the sky as it cries.
Hear my name in the rain.


domingo, 2 de dezembro de 2007

Os teus meandros



Andei às voltas
No meu mundo
Enquanto te procurava
E não te achava.
Dentro do absurdo.
Andei às voltas
Dentro de mim.

Andei por ai
Nos meandros solitários
Do teu mundo louco.
Do teu corpo pouco
Que me deixa á toa.
Que ora fica, ora voa.
Que tem sorrisos vários.

E por fim encontrei-me.
Comparei os dois mundos
Que andavam separados.
Senti mais do que nunca
O sabor doce a paixão…
Esqueci o resto.
E és tu aqui… os outros não.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

As mãos tapando os olhos


Chorei ao ouvir-te,
Fado da vida,
Da perda,
Da saudade,
Da dor,
E do desconsolo.

Chorei quando disseste não.
Não te quero!
Não te pertenço!
Não te amo!
Chorei com as mãos
Tapando os meus olhos.

Na rua da cidade
A chuva caía.
E eu chorei… por ti.
Com a alma ultrajada
E umas lágrimas velhas
Que restavam cá dentro.

Vulgar!
Será sempre quem é passageiro.
Não faz sorrir.
Não faz chorar.
Apenas se esquece
Com o tempo apressado.

As coisas de ti cá estão…
Ficaram para não me perder
No vulgar que há por aqui.
No meio da sentença
Deste fado e desta chuva.
E desta minha última lágri
ma.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vários de mim


Ondeiam as ondas tão vãs
Pelo mar carente do corpo.
Planaltos de bocas sãs
Que se viajam nas silhuetas
Da tua secreta melodia.


Procuram-se beijos
No espaço da solidão que sou…
Que me resta por onde vou.
Procuram-se carinhos
Sem que sejas aqui e agora.



Faço lágrimas por encomenda.
Não preciso reunir tão só
Tantas de uma só vez.
Pequenas, grandes ou não,
Gota a gota vêm do coração.



São minhas. São tuas.
São das mais puras de mim.
São galhos carunchosos,
Cansaço percorrido sem alma,
Raios metade de duas luas.



Percorre-me sonho vadio
Pois eu sou de ninguém.
Percorre-me como se fosses rio.
Como se fosses, levianamente,
Vários de mim sem o ser.


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"Anjo Caído" - Asas a renovar


Asas que voam.
Ao fundo… além do mar.
Do horizonte perpetuado.

Asas feitas de papel
Que esmago ao ver passar
A sombra do meu tesouro.

Ao longe… a navegar.
Como quem perde na alma
O sentido de asas a renovar.

Asas que caem
Como no “Anjo Caído”
Do que foi dito e ainda existe.

E as minhas… nas tuas…
Que juntas dariam à alma
De novo a unidade.

De novo o tesouro renovado.
O sorriso modificado.
O segredo já recalcado.



domingo, 9 de setembro de 2007

Pôe-te no teu lugar




Põe o sorriso
Na cara tapada pelos outros.
Cola-te ao céu por inteiro
E cheira a maré da tua praia
Que está escondida.


Põe o sorriso
Mas sem destapar o segredo…
Que é teu!
Coloca-te estendido ao largo…
No percurso da avenida.


Põe o teu sorriso
E mostra à terra inteira
Que tens um mundo que é imenso.
Que é esse e que é maior.
Que salta por descobrir.


Põe no teu sorriso
O estoirar das ondas
Contra o farol das coisas boas.
Apanha-te ao descer da rua
E beija-te… na tua alma maior.


Abre a mão estendida em prosa
E sorri no teu lugar!
Ele é teu
E dos que te apanham na enseada.
Nos quantos que to dizem…


Põe no teu sorriso
Apenas o que tu és
Na fresca brisa da ventania!
Na já distorcida melancolia
Que é esquecida sem perdão.


E sorri!

sábado, 8 de setembro de 2007

O teu amanhecer pela tarde




Eu quero mergulhar no teu Verão.
Percorrer os meus finos dedos
Pelo teu amanhecer pela tarde.
Eu quero mergulhar-te.

Na tua água saída de mundos
Que se envolvem em fantasias
Que não existem.
Que me visitam mas só a mim…

Por ti. Pelas tuas paisagens
Desenhadas em pedra e cal.
Pelos rumos raiados
Estremecendo de êxtase.

Eu quero explodir em sangue
Por todos os cantos sibilantes
Do mar que te segue.
Do profundo mar que te segue.

E faz de mim o teu chão
Meu anjo ousado e desajeitado.
Que eu quero segurar-te
Hoje e aqui!

Por fim quero amar-te
Ansiando-te só assim.
E amar-te!
Amar-te!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Templo



É no meu templo
Que eu me faço.
Que te desfaço
Entre as minhas mãos.
Entre os meus dedos
Finos e grossos
Como eu pintado
Entre os teus esboços.
O templo.
O meu que é de nós
Mas só de vez em quando.
Mar profundo.
Grito do mundo.
Gemido sem voz
Do nosso prazer…
A verter. Ao anoitecer.

E é no meu templo
Que eu me faço.
Que te desfaço
De uma vez só.
Sem pena e sem dó.

sábado, 7 de julho de 2007