
Quando eu te falei de mim…
Foi por não querer mais nada
A não ser o teu mundo idealizado.
A tua imagem na madrugada.
A tua secreta chegada.
Quando eu te falei de ti
Foi para entenderes o que és…
O que me dás. O que me trazes.
Segurar-te na pintura que nos fazes.
Desenhar-me devagar no teu corpo.
Quando eu te falei de nós
Foi para que soubesses
Que o que quero é sempre mais.
Que enquanto houver espaço aqui
Não serei só eu nem tu só tu…
Eu pretendo olhar-te sereno.
Tu preferes desenhar-me em pleno.
E assim seremos…
E assim, ouve! O vento já diz:
Apenas um só.






