
Eu voltei.
Como sempre desfoquei-me
Da agonia de poder sentir
Sem realmente o querer ser.
Eu voltei para te ver
Em frente do meu mundo,
Da janela virada ao rio,
Da porta à entrada ao gesto.
Eu voltei
Para poder abrir as mãos
De quem me esperará?!
De quem me ouve e não sei.
Voltei para mim,
Para o perímetro do sossego
Onde me espero sentado
Aqui... no meu lugar.
E voltei como sempre.
De boca lavada em sorrisos
Para os que sorriem...
E voltam a mim sem desengano.






