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sábado, 26 de abril de 2008

Voltei



Eu voltei.
Como sempre desfoquei-me
Da agonia de poder sentir
Sem realmente o querer ser.

Eu voltei para te ver
Em frente do meu mundo,
Da janela virada ao rio,
Da porta à entrada ao gesto.

Eu voltei
Para poder abrir as mãos
De quem me esperará?!
De quem me ouve e não sei.

Voltei para mim,
Para o perímetro do sossego
Onde me espero sentado
Aqui... no meu lugar.

E voltei como sempre.
De boca lavada em sorrisos
Para os que sorriem...
E voltam a mim sem desengano.

terça-feira, 1 de abril de 2008

ERROS



Eu.
Sozinho te percorro.
Sozinho eu te escolho
Entre os melhores
E entre os piores.
Sozinho eu te espero
Sem que ninguém me veja
Sentado neste banco.
Sozinho eu me espero
No encontro da alma.
No percurso dos passos
Que sem erros à vista…
Erram por não saber quem sou.
Por não te ter ao toque.
Por pecar ao rejeitar
Quem passa e me tocar tentou.

domingo, 9 de março de 2008

Longe de ti




São palavras distantes
Que me dizes às vezes.
Frases como vento
Que eu ouço atento.
São gestos tão fúteis
Que enchem o coração;
Sorrisos que vem e vão
E vidas que seguem em vão.
São momentos mágicos
Quando os teus olhos falam.
Quando a tua boca
Quer sentir o meu beijo.

É um sonho inacabado
Que nos vive dia a dia.
É este um amor escondido
Que te faz longe de mim,
Que me faz viver sem ti.

domingo, 2 de março de 2008

O que me resta ser



(...)
Perdido no meio de tudo.
No resto do que me resta ser.
Do que sou; do que não sei ser ainda.
E só tu, minha alma paciente,
Me ouves na tristeza insolente.
Só tu me fazes compreender
Os dias dias como flocos de neve.
O calor de um sorriso
Que derrete um coração.
A frieza de um olhar...
É dor na alma,
Um convite à solidão.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Surge



Nos braços, apertos, aconchegos.
No lábios os beijos, os desejos.
Mãos, é nas mãos que te sinto.
No toque. Corpos. Prazer e sexo.

Nos rostos. Contracção inata
Do que quero e queres.
Nas bocas em ondas revoltas
O olhar. No olhar. Olhar.

Fiquei hoje. Aqui. Fica
Ali mais além estás.
Entre nós a cumplicidade,
A intensa proximidade.

Hoje sinto-te. Agora.
Já. No meu dia-a-dia por correr.
E estás lá. Cá e aqui.
Surgindo como seda

No meu mundo por conquistar.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Jesus Cristo Superstar de Filipe La Féria






Eu fui ver o musical! Um amigo meu ofereceu convite e está maravilhosamente bem no espectáculo Dos melhores que assisti, senão o melhor mesmo. Aconselho a todos a irem pois será uma grande revelação e ficarão surpresos com a intensidade e profissionalismo do elenco


"Jesus Cristo Superstar”
é uma nova e surpreendente
versão de La Féria do musical de Andrew Lloyd Webber
e Tim Rice, tendo os empresários britânicos dos autores
classificado como “a mais moderna e contemporânea
encenação de Jesus Cristo Superstar, de uma força,
originalidade e beleza plástica que supera todas as
antigas versões da mais famosa
opera-rock de todos os tempo"


Para obter mais informação carregue abaixo:
Jesus Cristo Superstar

sábado, 19 de janeiro de 2008

Ao cair de cada noite, ao cair de cada luar.



Quando cair a noite
Eu te esperarei
Na minha vontade louca de te ter.
De te abraçar.
De te tocar.

Quando cair o luar
No mesmo céu que nos vê,
Eu voltarei para te ensinar
De novo a sorrir.
Paixão.

E ao cair de cada noite.
Ao cair de cada luar.
Eu permanecerei intacto
Ao redor do desejo
Da sombra de um beijo.

E ao sentir de cada mão,
Ao toque desconhecido,
Formas de um corpo
Em mim enroladas...
Silenciadas carícias.

E eu esperarei...
Incansavelmente,
Com a mãos frias
O cair de cada noite,
O cair de cada luar,

O toque do teu corpo no meu.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Enquanto


Quando as janelas se abriram na penumbra fugaz do teu rosto lavado em paz.
Quando os gritos das folhas trémulas se esbateram ao clamor do vento celebre.
Quando as mãos das pequenas pedras do caminho da saudade se uniram num só
e as demais situações tristes em nós resolveram começar e terminar por lei.

Eu não procurei o conforto nem o aperto dos teus intermináveis braços sem cor.
Eu não pedi a tua manhã com raios de sol ensonados nos lençóis em nós deitados.
Eu não senti o que tu sentiste quando pela porta da separação a solidão entrou.
Então diz-me... bocado de mel e fel amedrontado! O que esperas de mim então?

Por mais que a lua brilhe entre os montes, os corpos e as leves carícias sem jeito.
Por mais que os olhos no olhos se confundam no tolo turbilhão dos teus sentidos.
Por mais que as soltas palavras voem como pássaros assustados na tarde vadia.
Por mais que me queiras, enquanto fores assim, o nosso desejo não terá um início

Mas sim um eterno e descontinuado fim.

Por Márcio Silva