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domingo, 11 de maio de 2008

Fogueira de poeira


Rascunho de beijos
Esmagados contra o mar.
Desfaço em papel
Os corpos que souberam amar.
As caricias e os desejos.

Desenhos na terra,
Silhueta do meu mundo.
Este que percorres correndo
Apressado e sem mim.
Perdido na tua guerra.

Fogueira de poeira.
Luzeiro que nos silencia...
Que nos cala por inteiro,
Que em nós deixa o longe
O passado e não o hoje.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

A noite de Ditirambo



A noite serpenteou os nossos corpos,
Deixou tatuada a lua cheia...
A essência dos astros.
Silêncio espreitando pla janela.

A noite encolheu o medo outra vez
E mostrou o quanto pode ser fiel.
Auge da loucura entre os beijos.
Sentimento que voa e com o vento vai.

E a noite deitada aos nossos pés
Segreda às mãos ao gesto e toca-nos.
Abraços... olhos que se falam
Sem que as palavras digam a verdade.


sábado, 3 de maio de 2008

Sangue ao nosso segredo



É um pouco de sentimento
Que rebentou...aqui, no meu peito.

É uma trégua ao racional,
Uma porta aberta ao céu...
Ao que existe e não sabemos
Porque há ainda o medo.

É um pouco de sonho
Que segue aqui... neste caminho.

De novo amante intemporal
No instante que renasceu
E nos dá o que não temos...
Sangue ao nosso segredo.

É um pouco do mundo teu...
Que eu ganhei e agora é meu.

sábado, 26 de abril de 2008

Voltei



Eu voltei.
Como sempre desfoquei-me
Da agonia de poder sentir
Sem realmente o querer ser.

Eu voltei para te ver
Em frente do meu mundo,
Da janela virada ao rio,
Da porta à entrada ao gesto.

Eu voltei
Para poder abrir as mãos
De quem me esperará?!
De quem me ouve e não sei.

Voltei para mim,
Para o perímetro do sossego
Onde me espero sentado
Aqui... no meu lugar.

E voltei como sempre.
De boca lavada em sorrisos
Para os que sorriem...
E voltam a mim sem desengano.

terça-feira, 1 de abril de 2008

ERROS



Eu.
Sozinho te percorro.
Sozinho eu te escolho
Entre os melhores
E entre os piores.
Sozinho eu te espero
Sem que ninguém me veja
Sentado neste banco.
Sozinho eu me espero
No encontro da alma.
No percurso dos passos
Que sem erros à vista…
Erram por não saber quem sou.
Por não te ter ao toque.
Por pecar ao rejeitar
Quem passa e me tocar tentou.

domingo, 9 de março de 2008

Longe de ti




São palavras distantes
Que me dizes às vezes.
Frases como vento
Que eu ouço atento.
São gestos tão fúteis
Que enchem o coração;
Sorrisos que vem e vão
E vidas que seguem em vão.
São momentos mágicos
Quando os teus olhos falam.
Quando a tua boca
Quer sentir o meu beijo.

É um sonho inacabado
Que nos vive dia a dia.
É este um amor escondido
Que te faz longe de mim,
Que me faz viver sem ti.

domingo, 2 de março de 2008

O que me resta ser



(...)
Perdido no meio de tudo.
No resto do que me resta ser.
Do que sou; do que não sei ser ainda.
E só tu, minha alma paciente,
Me ouves na tristeza insolente.
Só tu me fazes compreender
Os dias dias como flocos de neve.
O calor de um sorriso
Que derrete um coração.
A frieza de um olhar...
É dor na alma,
Um convite à solidão.